quinta-feira, 10 de maio de 2018

MAHATMA GHANDI, MARTIN LUTHER KING, ANNE FRANK E A RESILIÊNCIA HUMANA


Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Anne Frank.
O que teriam eles em comum? 

Nascidos em épocas e países diferentes, viveram situações incomuns, trilhando caminhos que refletiram posições, visões e percepções muito pessoais. Mas então retomamos a pergunta feita anteriormente, o que teriam em comum? Vamos descobrir juntos...

Mahatma Ghandi, ou a grande alma, assim conhecido em seu país, a Índia, viveu entre 1869 e 1948. 

Foi um líder pacifista, que liderou a independência Indiana sem derramar uma única gota de sangue, ao expulsar os Ingleses que dominavam e exploravam a então colônia britânica. 

Os prolongados jejuns e as longas marchas eram as ferramentas que ele usava para chamar a atenção do povo e organizar um movimento civil pelo não pagamento de impostos, principalmente o do sal. Adepto de uma filosofia branda que pregava sempre a não violência, acabou assassinado por um hindu rebelde um ano após a libertação da Índia do jugo Inglês. 




Marthin Luther King, pastor e ativista norte americano, viveu entre 1929 e 1968, lutou contra a discriminação racial e pelos direitos civis dos negros. 

Nessa época, no Sul dos Estados Unidos, respaldado pela lei, o transporte publico destinava aos negros apenas os assentos traseiros dos ônibus. Sempre separados dos brancos. 

Martin teve como referência, em suas campanhas pelos direitos civis dos negros, a filosofia de Gandhi da não violência. A luta pela igualdade de Martin, acabou resultando na declaração da Suprema Corte Americana da inconstitucionalidade de todas as leis de segregação racial. Os negros passaram então a se misturar aos brancos nos ônibus, a frequentar bibliotecas e lanchonetes que antes a eles eram vetadas. 

Em 1964 Martin ganhou o prêmio Nobel da Paz. 

Assim como Ghandi, acabou assassinado em Memphis, quando apoiava uma greve dos lixeiros da cidade.

A doce Anne Frank era judia alemã e viveu de 1929 a 1945. Ela,seus pais e irmã mudaram para a Holanda para fugir das leis de Hitler que perseguiam os judeus. 

Com a invasão da Holanda em 1940 pelos nazistas, as condições de vida pioraram muito para a família e em 1942 eles e mais quatro judeus foram obrigados a se esconderem em um anexo ao escritório de Otto Frank, pai da menina que estava então com 13 anos. 

Apavorados pelo medo de serem descobertos, mal alimentados e acuados pelas bombas que estouravam nas proximidades, a família ficou nesse esconderijo por dois anos até ser descoberta e enviada para campos de concentração separados.

 Anne registrou toda a experiência vivida nesse esconderijo, assim como seus mais variados sentimentos num diário que a pedido dela e depois de sua morte num campo de concentração aos 15 anos de idade, foi publicado pelo seu pai. Otto Frank foi o único sobrevivente da família. 

Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Anne Frank, são exemplos de resiliência emocional, uma capacidade que alguns seres humanos têm de lidar com problemas muito sérios e severos, superando obstáculos, pressões adversas e se adaptando a mudanças, buscando sempre o melhor apesar do pior a sua volta. 

O resiliente apesar da dor e das circunstâncias de sofrimento, não perde o controle, e recomeça a tarefa mesmo quando tudo dá errado. 

Diferentes desses grandes personagens da história humana, muitos de nós desanimam e desabam por bem menos:um amor não correspondido, a perda de um emprego, o convite para a festa tal que não chegou, o corte de cabelo que não ficou como se esperava, o carro novo riscado. 

Enfim coisas de nossos cotidianos distantes da guerra, do medo, da fome, da segregação racial e da ausência dos direitos humanos. 
O mundo é fato, melhorou. Mas e nós o quanto melhoramos ao lidarmos com as pressões extras, com as frustrações e limitações que fazem parte de nosso caminho? 

O quanto aprendemos com Ghandhi, Martin e Anne Frank?
Mas se não aprendemos, ainda há tempo, pois a resiliência pode ser treinada, exercitada a nosso favor.

Aqui algumas dicas que podem nos ajudar a ver o pior como alavanca para o melhor e a dor como ferramenta de crescimento.
1.) Temos que trabalhar em nós a mudança como algo positivo, que nos faz aprender coisas novas e a evoluir, por mais difícil que seja sairmos da zona de conforto. Novos olhares e novas perspectivas trazem novas dinâmicas de vida.
2.) Buscarmos compreender que os momentos de estresse passam por mais estragos que façam em nossas vidas. Tudo passa, o bom e o ruim também. Pensando assim fica mais tranquilo atravessarmos as crises e trabalharmos nosso autocontrole.
3.) Somos duros com nós mesmos, estabelecemos metas irreais e críticas severas quando não as alcançamos. Metas menores, mais ajustadas a nossa capacidade do momento são mais fáceis de realizarmos.
4.) Conheça a si mesmo, com as suas dificuldades e facilidades. Respeite-se e cuide-se entendendo que com paciência, lucidez e calma somos capazes de grandes revoluções internas.  
5.)Instrua-se.Busque informações, conteúdos de valor e conhecimentos em livros, cursos, com profissionais e acima de tudo com grandes representantes da qualidade que está buscando exercitar. 

Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Anne Frank nos deixaram um grande legado quando pensamos em resiliência e na conquista de nós mesmos.

Nada pode ser maior do que nossa capacidade de superar, resolver, decidir e se colocar.
Assim eles nos ensinaram!



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