quinta-feira, 10 de maio de 2018

ERRANDO PARA ACERTAR


Gastamos muito tempo, perdemos sono com tristes lembranças pensando nos erros cometidos ao longo da nossa jornada. 
Os mais variados e inusitados tipos de erros: profissionais, afetivos, amorosos, financeiros, familiares...


Temos dificuldades de esquecer os erros alheios porque não sabemos esquecer os nossos. Vira e mexe estamos cutucando nossas profundezas como gavetas onde arquivamos velhos papéis sem coragem para destruí-los.  Mas errar faz parte de nossa condição humana e prosseguiremos errando.
 A questão é que nossos erros podem ir diminuindo de intensidade e constância, Graças a Deus e a nossa vontade de mudar.

 Sócrates dizia que "ninguém que saiba ou acredite que haja coisas melhores do que as que faz, ou que estão ao seu alcance, continua a fazê-las quando conhece a possibilidade de outras melhores". Trocando em miúdos: quando descobrimos novos caminhos, melhores, mais felizes e mais prósperos, mudamos nosso itinerário.

Encaro pessoalmente os erros como portais que se abrem para os acertos. Seria algo mais ou menos assim: errei em tal situação, colhi decepção, fracasso e frustração, magoei e fui magoada, mas aprendi com isso. 

Então novo portal se abre e decido que para essa determinada situação vivida minha postura nesse aspecto será diferente. 

Por que? Porque já descobri um outro jeito de agir. Mais tranquilo, mais em paz comigo mesmo e com os outros.

Assim de erro em erro, de portal em portal, vamos construindo nossa maturidade intelectual, psíquica e espiritual. 

Penso que quando erramos é porque escolhemos considerando que aquela opção por alguma razão, por vezes mais instintiva que racional, era para nós a mais indicada, a mais "acertada" naquela situação e momento.

Mas na medida que vamos amadurecendo, vamos entendendo o mais "acertado" através de uma visão diferente, outra ótica, com outros valores, perspectivas e percepções.

Que bom que é assim! Nossas experiências pessoais vão sendo reelaboradas e então vamos nos libertando de nossos julgamentos e críticas internas.

Que possamos ser mais leves com a gente mesmo, perdoando nossos erros com delicadeza para então entendermos que outro que erra é exatamente como nós fomos um dia tentando acertar!


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