Quando pensamos em Deus, nosso Pai , impossível imaginá-lo inoperante deitado sobre nuvens a dar ordens aqui e ali, pois essa é uma imagem humana, muito orgulhosamente humana.
Deus, segundo Jesus nos disse um dia, nunca pára de trabalhar.
Ele cria o tempo todo, age pelo bem e para o bem de seu Universo, infinito em tudo.
Nossa limitada capacidade intelectual e moral não nos dá condição alguma de sequer vislumbrar o imenso acervo da obra Divina.
Somos pequenos demais para isso...
Mas com humildade, uma certa dose de boa vontade e desejo de estudar para diminuir nosso colossal desconhecimento acerca da vida espiritual e de Deus, nosso Pai, temos a nos auxiliar o Evangelho Segundo o Espiritismo, organizado pelo grandioso Allan Kardec e resultado da colaboração de inúmeros espíritos de condição muito mais evoluída do que a nossa...
Santo Agostinho de Hipona (354 - 430) é um desses espíritos.
Nascido em Tegaste, norte da África, esse filósofo, escritor e teólogo cristão, deixou uma obra poderosa sobre as relações entre a fé e a razão, o Estado e a religião.
Em espírito depois de desencarnado, participou da elaboração do Evangelho Segundo o Espiritismo colaborando com várias mensagens.
Em uma dessas mensagens, psicografada em Paris em 1862 e que encontramos no capítulo 3 do Evangelho Segundo o Espiritismo, Santo Agostinho fala com muita propriedade da progressão dos mundos.
Tema que em tempos de miséria, crueldade e sofrimento aqui na nossa Terra, nos enche de esperança e alegria.
É isso que quero compartilhar com você nesse post.
Nossa pequenina Terra que você enxerga aí como um pontinho em relação a outros planetas da via Láctea, já foi a bilhões e bilhões de anos um mundo primitivo, onde as forças telúricas da criação se entrechocavam para a organização planetária.
Bola incandescente de fogo, a Terra então se agitava buscando futuras formas de vidas a espera de manifestarem-se.
Almas recém saídas das mãos do Criador, ensaiando seus primeiros passos acionados pelo livre arbítrio, ainda engatinhando entre as forças optativas do bem e do mal, temos no homem de Neandertal, nosso mais conhecido ancestral.
Nessa época de inclemência climática, o desenvolvimento se dava mesmo que lenta e gradualmente e os grandes desafios humanos eram mais ligados às questões de se manter vivo.
Foram tempos duros de muita luta pela sobrevivência, caçar para comer e fugir de animais gigantescos. Mas a inteligência rudimentar estava se desenvolvendo e com o tempo as coisas foram melhorando, se organizando...
Um passeio pela história humana e relembraremos todas as etapas de crescimento da civilização.
Aqui não caberia enumerá-las, mas basta termos em mente que a primitividade da Terra foi se modificando e hoje altamente tecnológica, avançada na medicina, engenharia e relações sociais, é outro planeta, outro mundo.
Porém...pena que há sempre um porém...
O egoísmo, o orgulho, o apego ao poder, a vaidade, o domínio falam mais alto ao coração humano e moralmente a Terra tem ainda uma população atrasada, em descompasso com as Leis Divinas de fraternidade e Amor ensinadas por Jesus...
Ainda somos indiferentes a dor alheia, ainda temos o hábito de cultivarmos o olhar para o nosso umbigo.
Por isso, somos um mundo onde o mal prevalece sobre o bem , a miséria prevalece sobre a abundância, o egoísmo sobre a fraternidade.
Somos um mundo onde o sofrimento físico e moral, resultado de nossas próprias escolhas, nos causando enormes dissabores.
Nosso planeta é de provas e expiações.
Veja na imagem abaixo o que isso significa...
Aí recuperamos Santo Agostinho que nos explica o seguinte:
- Estamos todos sujeitos ao progresso que é uma lei da natureza, a qual todos os seres da criação animados e inanimados estão submetidos pela pela vontade e pela bondade de Deus.
- Seu desígnio é que tudo se desenvolva e prospere.
- A própria destruição que parece às pessoas o término das coisas é apenas um meio de alcançar pela transformação um estado mais perfeito.
- Tudo morre para renascer e coisa alguma se precipita no nada.
- Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos progridem materialmente.
- Quem acompanhasse um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeravam seus primeiros átomos iria vê-lo percorrer uma escala progressiva ao mesmo tempo que os seus habitantes.
Assim, se nós humanos soubermos trabalhar nossas virtudes, buscando como disse o apóstolo Paulo que viva em nós o homem novo balizado pelos ensinamentos do Cristo e que morra o homem velho, escravo dos desejos mais vis, veremos a mudança de nossa mãe Terra de planeta de provas e expiações para planeta de regeneração, mais feliz...
Viver num planeta regenerado é a calmaria após a tempestade, a convalescença após a doença cruel.
Menos absorvidos pelas coisas materiais entreveremos melhor o futuro.
Seremos então mais capazes de compreendermos as alegrias que nos prometeu Jesus...
Quando nós aqui na Terra caminharmos moralmente buscando a prática
sincera do bem, nosso Planeta também caminhará para se tornar um planeta
de regeneração, bem mais feliz do que o vemos hoje.
Na Terra então, o respeito e o amor ao próximo e ao ser vivo, assim como ao
nosso meio ambiente será algo natural a todos...
Só depende de nós...







































