Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Anne
Frank.
O que teriam eles em comum?
Nascidos em épocas e
países diferentes, viveram situações incomuns, trilhando caminhos que
refletiram posições, visões e percepções muito pessoais. Mas então retomamos a
pergunta feita anteriormente, o que teriam em comum? Vamos descobrir juntos...
Mahatma Ghandi, ou a grande alma, assim conhecido
em seu país, a Índia, viveu entre 1869 e 1948.
Foi um líder pacifista, que liderou
a independência Indiana sem derramar uma única gota de sangue, ao expulsar os
Ingleses que dominavam e exploravam a então colônia britânica.
Os prolongados
jejuns e as longas marchas eram as ferramentas que ele usava para chamar a
atenção do povo e organizar um movimento civil pelo não pagamento de impostos,
principalmente o do sal. Adepto de uma filosofia branda que pregava sempre a
não violência, acabou assassinado por um hindu rebelde um ano após a libertação
da Índia do jugo Inglês.
Marthin Luther King, pastor e ativista norte
americano, viveu entre 1929 e 1968, lutou contra a discriminação racial e pelos
direitos civis dos negros.
Nessa época, no Sul dos Estados Unidos, respaldado
pela lei, o transporte publico destinava aos negros apenas os assentos
traseiros dos ônibus. Sempre separados dos brancos.
Martin teve como
referência, em suas campanhas pelos direitos civis dos negros, a filosofia de
Gandhi da não violência. A luta pela igualdade de Martin, acabou resultando na
declaração da Suprema Corte Americana da inconstitucionalidade de todas as leis
de segregação racial. Os negros passaram então a se misturar aos brancos nos
ônibus, a frequentar bibliotecas e lanchonetes que antes a eles eram vetadas.
Em 1964 Martin ganhou o prêmio Nobel da Paz.
Assim como Ghandi, acabou
assassinado em Memphis, quando apoiava uma greve dos lixeiros da cidade.
A doce Anne Frank era judia alemã e viveu de 1929 a
1945. Ela,seus pais e irmã mudaram para a Holanda para fugir das leis de Hitler
que perseguiam os judeus.
Com a invasão da Holanda em 1940 pelos nazistas, as
condições de vida pioraram muito para a família e em 1942 eles e mais quatro
judeus foram obrigados a se esconderem em um anexo ao escritório de Otto Frank,
pai da menina que estava então com 13 anos.
Apavorados pelo medo de serem
descobertos, mal alimentados e acuados pelas bombas que estouravam nas
proximidades, a família ficou nesse esconderijo por dois anos até ser
descoberta e enviada para campos de concentração separados.
Anne registrou toda
a experiência vivida nesse esconderijo, assim como seus mais variados
sentimentos num diário que a pedido dela e depois de sua morte num campo de
concentração aos 15 anos de idade, foi publicado pelo seu pai. Otto Frank foi o
único sobrevivente da família.
Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Anne Frank,
são exemplos de resiliência emocional, uma capacidade que alguns seres humanos
têm de lidar com problemas muito sérios e severos, superando obstáculos, pressões adversas e
se adaptando a mudanças, buscando sempre o melhor apesar do pior a sua volta.
O
resiliente apesar da dor e das circunstâncias de sofrimento, não perde o
controle, e recomeça a tarefa mesmo quando tudo dá errado.
Diferentes desses grandes personagens da história
humana, muitos de nós desanimam e desabam por bem menos:um amor não
correspondido, a perda de um emprego, o convite para a festa tal que não
chegou, o corte de cabelo que não ficou como se esperava, o carro novo riscado.
Enfim coisas de nossos cotidianos distantes da guerra, do medo, da fome, da
segregação racial e da ausência dos direitos humanos.
O mundo é fato, melhorou.
Mas e nós o quanto melhoramos ao lidarmos com as pressões extras, com as
frustrações e limitações que fazem parte de nosso caminho?
O quanto aprendemos
com Ghandhi, Martin e Anne Frank?
Mas se não aprendemos, ainda há tempo, pois a
resiliência pode ser treinada, exercitada a nosso favor.
Aqui algumas dicas que podem nos ajudar a ver o
pior como alavanca para o melhor e a dor como ferramenta de crescimento.
1.) Temos que trabalhar em nós a mudança como algo positivo, que nos faz
aprender coisas novas e a evoluir, por mais difícil que seja sairmos da zona de
conforto. Novos olhares e novas perspectivas trazem novas dinâmicas de vida.
2.) Buscarmos compreender que os momentos de
estresse passam por mais estragos que façam em nossas vidas. Tudo passa, o bom
e o ruim também. Pensando assim fica mais tranquilo atravessarmos as crises e
trabalharmos nosso autocontrole.
3.) Somos duros com nós mesmos, estabelecemos metas
irreais e críticas severas quando não as alcançamos. Metas menores, mais
ajustadas a nossa capacidade do momento são mais fáceis de realizarmos.
4.) Conheça a si mesmo, com as suas dificuldades e
facilidades. Respeite-se e cuide-se entendendo que com paciência, lucidez e
calma somos capazes de grandes revoluções internas.
5.)Instrua-se.Busque informações, conteúdos de
valor e conhecimentos em livros, cursos, com profissionais e acima de tudo com
grandes representantes da qualidade que está buscando exercitar.
Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Anne Frank nos
deixaram um grande legado quando pensamos em resiliência e na conquista de nós
mesmos.
Nada pode ser maior do que nossa capacidade de
superar, resolver, decidir e se colocar.
Assim eles nos ensinaram!






















