O dicionário define a mágoa como um sentimento comum aos seres humanos e que é sinalizado por uma sensação provocada a partir de uma ato indelicado, decepcionante e ofensivo da parte de outra pessoa. Esse sentimento é permeado de um desconforto que pode durar muito, às vezes até para sempre...
Mas por que nos sentimos magoados? o que nos leva a dar a alguém o poder e o direito de nos magoar?
Algumas possibilidades de respostas para essas perguntas apontam para dois sentidos. O primeiro deles, é que quase sempre criamos expectativas em relação a nós mesmos, tais como nossa performance em determinado campo de atuação, e pior ainda, quando criamos expectativas em relação aos outros, sem ao menos que essas pessoas saibam disso...
A segunda possibilidade é a de que não acreditamos que a traição, seja ela em que nível for, vá algum dia nos atingir. Vivemos como que aparte desse tipo de ação tão dolorosa e sofrida.
Cremos que seremos plenamente respeitados e amados por todos, afinal, não merecemos isso não é?
Ocorre que não é incomum transferirmos para o outro ou outros, a responsabilidade por nos fazerem felizes. Esperamos, ansiamos e acreditamos que os outros tem em mãos um manual que explica, define e demonstra como agirem para nos realizarem plenamente. Esquecemos que toda e qualquer relação é construída cotidianamente com momentos alegres, receptivos e leves e outros frustrantes, repulsivos e angustiantes...Esquecemos que essa dicotomia é nossa essência humana, polarizada e diversa, por isso mesmo naturalmente rica e poderosa.
Mas se assim é em função da diversidade humana, como agir para nos protegermos e aos outros também desse complexo sentimento que é a mágoa?
Penso em duas orientações bem básicas que nos foram deixadas pelo maior de todos os conhecedores da psiquê humana, que foi Jesus.
Sabiamente, o mestre dos mestres, diz que a tolerância e o cotidiano exercício de nos colocar no lugar do outro, são grandes auxílios para minimizar os efeitos da mágoa em nós.
Antes de agir, pensar como eu me sentiria se outra pessoa fizesse comigo aquilo que estou pretendendo fazer com ela...Se eu for a pessoa magoada, refletir do porquê tal pessoa fez aquilo comigo, e então buscar a conversa, para a reconciliação ou para o esquecimento.
Sabiamente, o mestre dos mestres, diz que a tolerância e o cotidiano exercício de nos colocar no lugar do outro, são grandes auxílios para minimizar os efeitos da mágoa em nós.
Antes de agir, pensar como eu me sentiria se outra pessoa fizesse comigo aquilo que estou pretendendo fazer com ela...Se eu for a pessoa magoada, refletir do porquê tal pessoa fez aquilo comigo, e então buscar a conversa, para a reconciliação ou para o esquecimento.
Há uma grande vantagem para assim agirmos segundo a recomendação de Jesus, que é a prevenção de algumas doenças. A mágoa, a raiva e o ressentimento são alavancas poderosas que nascem no espírito e se manifestam no corpo com o tempo. Ocorre que somos uma tríade: espírito, corpo e perispírito.
Explicando melhor, segundo a Doutrina Espírita, entre o corpo que (sente e manisfesta as doenças) há o perispírito (uma ponte com características materiais e espirituais) que o liga ao espírito ( sede dos nossos sentimentos, razão e essência).
Explicando melhor, segundo a Doutrina Espírita, entre o corpo que (sente e manisfesta as doenças) há o perispírito (uma ponte com características materiais e espirituais) que o liga ao espírito ( sede dos nossos sentimentos, razão e essência).
Assim, sentimos a mágoa e o ressentimento no espírito, impregnamos nosso perispírito com esses sentimentos, que por sua vez, como um mata borrão irá levar ao corpo, que então traduzirá esses sentimentos como doenças. As mais variadas doenças...
Por isso Jesus aconselhava a tolerância, o perdão e o esquecimento das ofensas, pura questão de inteligência e sobrevivência psíquica.
Sabemos que não é tarefa fácil e só mesmo os corajosos conseguem sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Mas buscar o melhor está também em nossa essência humana e assim tentar pôr em prática ensinamentos tão preciosos, é um grande exercício de compreensão e convivência humana.
Mas buscar o melhor está também em nossa essência humana e assim tentar pôr em prática ensinamentos tão preciosos, é um grande exercício de compreensão e convivência humana.
Quem sabe um dia, a palavra mágoa desaparecerá de nossos dicionários, como um verbete arcaico e sem uso?





Perfeito🌸
ResponderExcluir